Por: CEPROL
Em mesa de negociação realizada nesta sexta-feira (24), a Comissão de Negociação e a Direção do Sindicato dos Professores Municipais Leopoldenses (CEPROL) decidiram REJEITAR a proposta de reajuste salarial apresentada pela governo Heliomar Franco (PL).
O executivo municipal propôs um reajuste parcelado de 3,77%, dividido em duas parcelas: 1,89% em abril e 1,88% em outubro, com a diferença retroativa a abril paga apenas em dezembro. Para o Programa de Alimentação, a administração não ofereceu reajuste de 0%. Já o plano de saúde, reivindicação histórica da categoria, sequer foi contemplado com a proposta.
Segundo o CEPROL, os índices ficam muito aquém do necessário para a valorização da categoria. "Não atende ao que compreendemos como valorização profissional. Estamos distantes do reajuste do Piso Nacional do Magistério, fixado pelo MEC em 5,4%, e dos 7,1% de reajuste do FUNDEB", afirmou a diretoria do sindicato.
A entidade também criticou a manutenção do reajuste zero para o Vale-alimentação. "O governo propôs 0% como se a comida não fosse um dos fatores que mais pesa no bolso da classe trabalhadora", destacou o sindicato em nota.
O CEPROL alerta que a educação municipal vive momento crítico: "As professoras estão dando conta da educação todos os dias, mesmo sem condições de trabalho para fazer a inclusão com qualidade e sofrendo diversas violências nas escolas. A educação de São Leopoldo está sob risco."
Assembleia geral convocada
Diante da rejeição da proposta, a categoria se prepara para definir os rumos da mobilização. O CEPROL mantém a Assembleia Geral para a próxima segunda-feira (27 de abril), às 18h, no Colégio São Luís (Rua Bento Gonçalves, 1375).
“A hora de lutar é agora! Venham para a assembleia do CEPROL”, convoca o sindicato, que espera grande presença da categoria para deliberar sobre possíveis movimentos e formas de pressão por valorização salarial.
Criado em: 27/04/2026 19:23
