Por: Comunicação Confetam

Na manhã do segundo dia (10/04) do 4º Congresso da Confetam, a Mesa 1 teve como tema a análise de Conjuntura Nacional e Internacional, e reuniu importantes nomes do cenário sindical e político-social para refletir sobre os rumos do Brasil e do mundo no atual contexto. A mesa foi coordenada por Jucélia Vargas, presidenta da Confetam, e João Gabriel Buonavita, secretário-geral da entidade.

A ouvidora externa da Defensoria Pública do Ceará, Joyce Ramos, abriu os trabalhos com reflexões sobre os desafios para o desenvolvimento nacional e a centralidade das políticas públicas. Ela resgatou o pensamento do economista Celso Furtado, destacando que “o desenvolvimento nacional é um processo que envolve mudanças estruturais, sociais e econômicas, além de melhorias na qualidade de vida da população”. Para Joyce, o país só avançará se houver compromisso com a superação das desigualdades e com transformações sociais profundas.

Na sequência, Victor Pagane, sociólogo e diretor técnico adjunto do DIEESE, analisou as tendências e desafios do trabalho municipal no pós-eleições de 2024. Ele alertou para os efeitos da agenda neoliberal sobre os serviços públicos e o mundo do trabalho: “Esse avanço do neoliberalismo com privatizações e terceirizações entrou em crise, abrindo espaço para a ascensão da extrema direita no mundo”. Pagane defendeu a urgência da reforma tributária da renda, afirmando que “é preciso colocar os pobres no orçamento e os ricos no imposto de renda”.

O debate seguiu com Euan Gibb, secretário regional da Internacional de Serviços Públicos (ISP), que apresentou uma análise da conjuntura internacional. Ele chamou atenção para o avanço global da extrema direita: “Estamos vivendo um momento tenebroso de desigualdade. O ponto principal é como vamos nos organizar para enfrentar isso”. Gibb reforçou a importância da unidade e organização internacional dos trabalhadores diante do cenário adverso.

Encerrando as falas da mesa, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, fez um balanço do cenário político nacional e destacou os riscos que o país teria corrido caso Lula não tivesse vencido as eleições. “Lula não tem maioria no Congresso, e esse é um grande desafio. Mas estamos reconstruindo com negociação coletiva no serviço público e valorização do salário mínimo.” Nobre também defendeu o fim da escala 6x1, afirmando: “É preciso trabalhar menos para que todo mundo possa trabalhar”.

A mesa trouxe reflexões potentes sobre os caminhos que o Brasil precisa trilhar para garantir democracia, justiça social e valorização do serviço público.

Criado em: 11/04/2025 11:14


Categoria: Notícias | Acessado: 1238 vezes
Temas: Notícias

Notícias


Professoras de São Leopoldo paralisam atividades e realizam caminhada em defesa da valorização do magistério e da educação pública

(Notícias)

Notícias

Cerca de 800 professores da rede municipal de São Leopoldo paralisaram as atividades nesta quarta-feira (13) e realizaram uma caminhada pela Rua Independência, no centro da cidade. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Professores Municipais Leopoldenses (Ceprol Sindicato), reuniu docentes e a comunidade escolar de 46 escolas que...

CAMPANHA SALARIAL 2026: QUEM DEFENDE A EDUCAÇÃO VALORIZA QUEM ENSINA! Acompanhe as últimas atualizações aqui.

(Notícias)

Notícias Campanhas destaque principal

Nesta página, você acompanha o andamento da Campanha Salarial 2026 com lema: Quem defende a educação valoriza quem ensina.<span style="font-size: 14pt; font-family: Arial; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style:...

Ceprol Hour edição BOTECO de Final de Ano

(Notícias)

Notícias

A confraternização de final de ano de 2022 ocorrerá num formato diferente dos últimos anos. No dia 01/12 (Quinta-feira), a partir das 17h30, a direção do CEPROL irá proporcionar aos seus e suas associadas um CEPROL HAPPY HOUR na sede recreativa da Sociedade Ginástica.Será um encontro no estilo Boteco, à...