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Professoras da rede municipal de São Leopoldo farão dia de paralização em 18 de novembro

Por: Ceprol - Criado em: 10/11/2025 09:42

Professoras da rede municipal de São Leopoldo farão dia de paralização em 18 de novembro
Professoras da rede municipal de São Leopoldo farão dia de paralização em 18 de novembro
Por: Ceprol

Em Assembleia Geral com mais de 300 professores, realizada nesta quinta-feira (06/11) na EMEF Gusmão Brito, o Sindicato dos Professores Municipais Leopoldenses (Ceprol Sindicato) aprovou por unanimidade uma paralisação para o dia 18 de novembro. A categoria se posiciona em defesa da educação pública, protesta contra o Teto de Gastos do prefeito Heliomar Franco e o crescente desrespeito contra as professoras e o educação municipal.


De acordo com análise técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e jurídica do Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, a legislação proposta pelo executivo municipal representa um risco de engessamento orçamentário, perda de autonomia e precarização dos serviços públicos. Segundo o DIEESE, a lei já estivesse em vigor, São Leopoldo teria perdido R$ 289,7 milhões em 2024, recursos considerados cruciais para o atendimento à população durante a enchente. 


Projeto político de desmonte

A presidente do CEPROL, Cris Mainardi, afirma que as medidas vão além de um ajuste fiscal. “O que estamos testemunhando não é uma medida de ajuste necessário, mas sim um projeto político de desmente dos serviços públicos. O risco concreto é a rigidez da capacidade de investimento do município, a precarização de serviços públicos essenciais como saúde, educação e assistência social, além da desvalorização do magistério”, declarou. 


A categoria também relaciona uma série de outros ataques, como a ameaça de fechamento da Escola Municipal de Artes Pequeno Príncipe e a intenção do governo municipal de realizar uma Reforma da Previdência no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Servidores (IAPS), o que pode modificar as regras de aposentadoria.


Desrespeito na tribuna

O clima de confronto se intensificou com a declaração do vereador governista Daniel Daudt (PL), que ofendeu a categoria ao afirmar, da tribuna da Câmara, que as professoras "não sabem ler e interpretar uma frase". O CEPROL rebateu as declarações, destacando que o quadro é composto por "profissionais aprovadas em concurso público, com graduação e especializações", e exigiu respeito.


Paralisação em defesa da comunidade

A paralisação do dia 18 aprovada em assembleia junto ao sindicato representa um ato de político e um alerta à população leopoldense. “Vamos fechar nossas escolas um dia para lutar em defesa da educação pública para nossos estudantes e toda comunidade, e chamamos a população que venha fazer parte desta luta”, afirmou Mainardi. O movimento busca conscientizar a sociedade sobre os impactos que as medidas aprovadas pela Câmara de Vereadores/as podem ter nos serviços públicos de São Leopoldo.