Por: Canal do Montanha

Servidores públicos de São Leopoldo realizaram uma mobilização surpresa no Fórum de Alfabetização e Letramento, realizado na Unisinos contra a aprovação das Leis do Teto de Gastos e de adesão a projetos da Lei Federal 178. O Sindicato afirma que as leis atacam o serviço público e foram aprovadas na Câmara Municipal. Nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, a mobilização seguiu para Brasília, onde participa da marcha contra a Reforma Administrativa, vista como um ataque aos serviços públicos.


As leis municipais foram encaminhadas com urgência para a câmara de vereadores no dia 16 de outubro e aprovadas pela base aliada do governo municipal. Segundo o sindicato, a entidade apelou por um estudo de impacto das leis, mas o debate democrático não foi permitido pela base.


As acusações e a contradição fiscal

O sindicato acusa o governo municipal de não cumprir suas promessas de campanha e aprovar leis que atacam o serviço público de São Leopoldo. O sindicato aponta que o discurso de sustentabilidade financeira não se justifica, pois o DIEESE demonstra que as contas de São Leopoldo são positivas, inclusive registrando superávits fiscais.


O sindicato questiona qual seria o motivo do prefeito em diminuir investimentos em serviços públicos e ainda aumentar a arrecadação com IPTU, mesmo com os cofres superavitários.


Vereadores que votaram com o governo

Os vereadores da base aliada que aprovaram as leis, segundo o panfleto distribuído pelo sindicato, são:


Adão Rambor (PDT)

Fabiano Haubert (PDT)

Jailson Nardes (PP)

Aurélio da Padaria (PDT)

Alexandre Silva (PL)

Daniel Daudt (PL)

Marcelo Pitol (PSD)

Geison Freitas (PDT)


Impactos das leis

Para o sindicato, as leis propostas pelo governo representam endurecimento fiscal e a entrega do setor público para o privado. A exigência para o município integrar o programa de "Equilíbrio Fiscal" inclui medidas como:

Venda total ou parcial de bens públicos (Privatização).

Fim dos incentivos fiscais.

Teto de gastos para despesas primárias, afetando áreas como saúde e educação.

Regras previdenciárias da União: reforma da previdência no IAPS.

Redução de direitos dos servidores.


O sindicato alerta que para a população, as medidas podem levar à precarização dos serviços públicos, como saúde, educação, segurança e assistência social, além do aumento do IPTU. Para os servidores, o impacto inclui limitação de reajuste, prejuízo na carreira e novas regras para aposentadoria.


Mobilização local e marcha em Brasília


Na mobilização local, realizada na Unisinos, o sindicato distribuiu panfletos explicativos. O ato incluiu uma manifestação para a Secretaria Municipal de Educação (SMED) de que “não adianta falar em educação se a gente não falar em investimento e garantir serviços públicos”.


O CEPROL convoca a categoria a defender a educação e a lutar para garantir atendimento de qualidade em todas as áreas. Além da luta em São Leopoldo, o sindicato se junta a uma mobilização mais ampla em Brasília, participando da marcha nacional contra a reforma administrativa, que é considerada um ataque aos serviços públicos.

Criado em: 03/11/2025 11:52


Categoria: Notícias | Acessado: 196 vezes

Notícias


PARALISAÇÃO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA - São Leopoldo

(Notícias)

CHAMADA PARA A PARALISAÇÃO18 DE NOVEMBROEM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICAEscolas, professoras/es, funcionárias/os, estudantes e comunidades!O dia 18 de novembro será um dia de luta e união em defesa da educação pública. Convidamos todas as escolas a se unirem a este movimento, paralisando suas atividades durante todo o dia...

FALCÃO, FUTURO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, RECEBE A DIRETORIA DO CEPROL E ASSINA A CARTA COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO

(Notícias)

São Leopoldo – Na manhã desta terça-feira, 17 de dezembro, o vereador reeleito Jéferson Falcão – indicado pelo prefeito-eleito Heliomar Franco como o futuro secretário de Educação, a partir de janeiro – recebeu, na Câmara Municipal, a diretoria do CEPROL Sindicato: a presidenta Cristiane Mainardi, o tesoureiro Felipe Diego...

CEPROL E CAMPANHA CONTRIBUEM COM SUGESTÕES DE EMENDAS AO NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

(Notícias)

RECUPERAR METAS ESTAGNADAS, FORTALECER A GESTÃO DEMOCRÁTICA E MELHORAR QUALIDADE, INCLUSÃO E FINANCIAMENTOO novo Plano Nacional de Educação (PNE), legislação que é considerada a espinha dorsal da educação brasileira, precisa recuperar metas em retrocesso e estagnadas em prol da garantia do direito à educação a todas as pessoas, ser construído...