Por: CEPROL
Entre os dias 9 e 14 de março, em várias cidades do Brasil, estão programadas atividades que integram a luta da Jornada Continental “Pelo Direito à Migração e em Defesa da Soberania”. Estão previstas atividades em 10 países. No Brasil, com manifestações de rua, audiências em casas legislativas e debates nas universidades estão previstas atividades em capitais e outras cidades nos seguintes estados: RS, SC, SP, MG, RJ, MT, BA, CE, PB, AL e no DF. No Rio Grande do Sul, a atividade ocorrerá no dia 12 de março, quinta-feira, às 19 horas, na Sala Adão Pretto, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
O evento teve sua realização definida em conferência continental realizada na Cidade do México em setembro do ano passado. Na ocasião, participaram 127 delegados de oito países das Américas. O Brasil teve 18 representantes, com uma delegação composta por uma representação oficial da Comissão de Relações Exteriores e da Defesa Nacional da Câmara Federal, através do deputado Rui Falcão (PT-SP), além de representantes sindicais, movimentos populares e mandatos parlamentares de vários estados, inclusive de brasileiros que vivem nos EUA. Do Rio Grande do Sul, participou a presidenta do SindiPetro/RS, Miriam Ribeiro Cabreira, que representou a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
O pedido de disponibilidade da sala para o ato em Porto Alegre foi feito através do gabinete do deputado estadual Miguel Rossetto (PT/RS).
Resistência às perseguições de Trump e do ICE
O recrudescimento da perseguição aos imigrantes (com dois assassinatos de cidadãos estadunidenses, Alex Petty e Rene Good, em Minneapolis) provocou uma onda de mobilização nos EUA, com seu ponto mais expressivo em Minneapolis. A entrada de sindicatos resultou em uma greve geral local, além de manifestações massivas em 300 cidades.
A Jornada Continental conecta-se com esta resistência. Manifestações estão previstas em vários países. Além dos EUA, em países caribenhos e na América do Sul, como no Peru, Venezuela, Colômbia e Equador. No Brasil, ela é preparada por um comitê nacional, com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos de base, parlamentares e diretórios do PT e movimentos sociais.
Brasileiros também são perseguidos nos EUA
A bandeira central da Jornada, o legítimo direito à migração, diz respeito também aos cidadãos brasileiros que, como outros, sofrem dessa perseguição. De janeiro a outubro de 2025, ao menos 157 menores brasileiros foram apreendidos por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), que, com Trump, adquiriu um papel de polícia para perseguir, prender e matar.
O bailarino brasileiro Luiz Fernando da Silva, de 29 anos, foi impedido de retornar aos Estados Unidos em 2025, após uma década de carreira no país. A cineasta Bárbara Marques foi detida pelo ICE; casada com um cidadão americano, depois foi libertada. Milhares de trabalhadores brasileiros são deportados, deixando para trás o que construíram nos EUA. Em 2025, o número de brasileiros deportados bateu o recorde, cerca de 3,3 mil expulsos (aumento de 99,8% em relação a 2024). Há, ainda, muitos outros milhares de autodeportados que fugiram da perseguição do ICE. Estudantes matriculados em cursos universitários temem vir visitar suas famílias e serem impedidos de retornar. Outros desistem de seus planos de buscar aperfeiçoamento da formação nos EUA.
Migrar é um direito, não um delito
As atividades da Jornada Continental pelo Direito à Migração e a Soberania terão, no Brasil, as seguintes bandeiras: migrar é um direito, não um delito; pelo fim do ICE; em defesa da soberania: liberdade para o presidente Maduro e a deputada Cilia da Venezuela; solidariedade ao povo cubano!
Criado em: 10/03/2026 10:01
