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Ceprol repudia ataques do prefeito de Novo Hamburgo e se solidariza com os professores e professoras da cidade

Por: Ceprol - Criado em: 06/10/2026 07:58

Ceprol repudia ataques do prefeito de Novo Hamburgo e se solidariza com os professores e professoras da cidade
Ceprol repudia ataques do prefeito de Novo Hamburgo e se solidariza com os professores e professoras da cidade
Por: Ceprol

O Ceprol vem a público repudiar, com toda a veemência, as publicações do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), feitas na noite deste domingo (4), logo após o primeiro turno das eleições.

Em tom de deboche, o prefeito ironizou adversários políticos com um "durmam bem" e foi além: anunciou que, "em 30 dias", pretende "decretar a falência do sindicato dos professores" de Novo Hamburgo. Não se trata de um comentário infeliz. É uma ameaça explícita, feita por quem ocupa o cargo máximo do Executivo municipal, contra uma entidade que representa justamente as trabalhadoras e trabalhadores que ele, como prefeito, tem o dever de respeitar.

Um prefeito não tem poder para "decretar a falência" de sindicato nenhum. O que ele revela, ao dizer isso, é a disposição de usar o peso do cargo para perseguir quem se organiza e quem discorda. Isso tem nome: prática antissindical. E é incompatível com a democracia.

A liberdade de organização sindical é garantida pela Constituição Federal (art. 8º), inclusive aos servidores públicos (art. 37, VI). A livre manifestação do pensamento também (art. 5º, IV). Sindicato não é favor de governo, não é inimigo da cidade e não pede licença para existir. É conquista histórica da classe trabalhadora e instrumento legítimo de defesa da educação pública, dos salários, das condições de trabalho e da dignidade de quem está todos os dias em sala de aula.

Igualmente grave é a resposta do prefeito ao ser questionado: as postagens foram apagadas, e ele alega que se trata de sua "rede social particular", onde "posta e apaga" quando quer. Não há rede particular que apague o que foi dito por um chefe do Executivo. Quem ameaça e depois apaga não está mudando de ideia, está fugindo da responsabilidade pelo que disse.

Os professores e professoras de Novo Hamburgo merecem respeito, não deboche. Merecem diálogo, não ameaça. Merecem um gestor que valorize a educação, não um que comemore a ideia de calar quem a defende.

Ao Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo, às suas direções e a toda a categoria hamburguense, nossa solidariedade irrestrita. Ataque a um sindicato é ataque a todos. Não nos intimidarão.

Sindicato forte é educação pública forte.

Nenhum passo atrás.


São Leopoldo, 5 de outubro de 2026.

Ceprol – Sindicato